Equipamentos entraram na rotina dos colégios em 2012, mas formação de professores e dispersão de alunos ainda são desafios
No
Centro Educacional Sigma, em Brasília, a lista de material escolar do
1º ano do ensino médio ficou mais curta. Em vez de vários livros, os
pais tiveram que comprar apenas um item – um tablet – e pagar mais R$
1,1 mil pelos aplicativos com o conteúdo didático exigido para todas as
disciplinas. A novidade com potencial de revolucionar a interatividade
em sala de aula começa a se popularizar no País
Em outras
instituições em diferentes Estados, embora o equipamento ainda não seja
obrigatório passou a ser não apenas aceito, mas seu uso será estimulado.
No Ceará, uma rede dá opção para os alunos: livros ou um tablet. Em São
Paulo, um colégio criou um laboratório móvel com 30 equipamentos e
outra investe em formação de professores .Na instituição no Distrito
Federal, no entanto, a substituição dos livros por dispositivos móveis
será “testada” em grande escala – por cerca de 1 mil alunos das cinco
unidades espalhadas pela cidade.
A quantidade de livros carregada pelos alunos diariamente também era
motivo de conversas com os professores. Alguns viram no tablet a solução
para o problema.
Com a ajuda de especialistas, cerca de 30
professores prepararam o material que será usado pelos estudantes.
Estratégia diferente adotou o colégio Bandeirantes, de São Paulo, que
optou por comprar 30 tablets para os professores usarem como laboratório
móvel. Além disso, todas as apostilas usadas pela escola estão
disponíveis em formato digital para os alunos que quiserem usar seus
próprios dispositivos nas aulas.
“Não é uma imposição, mas uma opção.
No Ceará, quatro escolas do Colégio Ari de Sá que começam este ano
dando a opção entre o material convencional ou o tablet para seus alunos
incluíram no treinamento aos professores aulas de controle disciplinar
do equipamento. “Vamos ter um sistema de internet que o educador abre
quando a aula exige. No restante do tempo, apenas os arquivos baixados
poderão ser usados Entre 2 mil alunos do grupo educacional, 320
substituirão livros pelo dispositivo móvel e foram gastos R$ 300 mil
entre desenvolvimento de softwares, licenças e compra de equipamentos
para os professores para implantar a novidade.
A preocupação com o uso da internet nos tablets é comum em todas as
escolas que experimentam a tecnologia. “Com tablets, os alunos têm
acesso à internet e ao Facebook muito facilmente. Não sabemos o impacto
disso ainda”, conclui.
Escolas públicas
O
Ministério da Educação (MEC) começou a se mexer para levar tablets às
redes públicas de ensino. O primeiro estágio de pregão eletrônico para a
aquisição de 900 mil aparelhos foi concluído. Menina dos olhos do novo
ministro, Aloizio Mercadante, quando ainda estava no Ministério de
Ciência, Tecnologia e Inovação, a proposta é criar núcleos de aplicação
da tecnologia em sala de aula e não oferecer a todos os alunos.
Resta
saber se essa tecnologia será realmente aproveitada nas salas de aula.
Até hoje, as tentativas de universalizar laboratórios de informática ou
laptops para cada aluno fracassaram. Não há laboratórios com
computadores em todas as escolas, muito menos internet para que sejam
utilizados. O programa Um computador por aluno chegou a poucos No
projeto piloto, 380 escolas foram contempladas com os primeiros 150 mil
laptops. Depois, 372 municípios adquiriram mais 375 mil equipamentos.
Fonte IG
Redação: Christiane Albuquerque

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