segunda-feira, 7 de maio de 2012

TABLETS SUBSTITUEM LIVROS EM ALGUMAS ESCOLAS BRASILEIRAS





        Equipamentos entraram na rotina dos colégios em 2012, mas formação de professores e dispersão de alunos ainda são desafios
        No Centro Educacional Sigma, em Brasília, a lista de material escolar do 1º ano do ensino médio ficou mais curta. Em vez de vários livros, os pais tiveram que comprar apenas um item – um tablet – e pagar mais R$ 1,1 mil pelos aplicativos com o conteúdo didático exigido para todas as disciplinas. A novidade com potencial de revolucionar a interatividade em sala de aula começa a se popularizar no País
Em outras instituições em diferentes Estados, embora o equipamento ainda não seja obrigatório passou a ser não apenas aceito, mas seu uso será estimulado. No Ceará, uma rede dá opção para os alunos: livros ou um tablet. Em São Paulo, um colégio criou um laboratório móvel com 30 equipamentos e outra investe em formação de professores .Na instituição no Distrito Federal, no entanto, a substituição dos livros por dispositivos móveis será “testada” em grande escala – por cerca de 1 mil alunos das cinco unidades espalhadas pela cidade.
A quantidade de livros carregada pelos alunos diariamente também era motivo de conversas com os professores. Alguns viram no tablet a solução para o problema.
Com a ajuda de especialistas, cerca de 30 professores prepararam o material que será usado pelos estudantes. Estratégia diferente adotou o colégio Bandeirantes, de São Paulo, que optou por comprar 30 tablets para os professores usarem como laboratório móvel. Além disso, todas as apostilas usadas pela escola estão disponíveis em formato digital para os alunos que quiserem usar seus próprios dispositivos nas aulas.

“Não é uma imposição, mas uma opção.
No Ceará, quatro escolas do Colégio Ari de Sá que começam este ano dando a opção entre o material convencional ou o tablet para seus alunos incluíram no treinamento aos professores aulas de controle disciplinar do equipamento. “Vamos ter um sistema de internet que o educador abre quando a aula exige. No restante do tempo, apenas os arquivos baixados poderão ser usados Entre 2 mil alunos do grupo educacional, 320 substituirão livros pelo dispositivo móvel e foram gastos R$ 300 mil entre desenvolvimento de softwares, licenças e compra de equipamentos para os professores para implantar a novidade.
A preocupação com o uso da internet nos tablets é comum em todas as escolas que experimentam a tecnologia. “Com tablets, os alunos têm acesso à internet e ao Facebook muito facilmente. Não sabemos o impacto disso ainda”, conclui.

Escolas públicas
O Ministério da Educação (MEC) começou a se mexer para levar tablets às redes públicas de ensino. O primeiro estágio de pregão eletrônico para a aquisição de 900 mil aparelhos foi concluído. Menina dos olhos do novo ministro, Aloizio Mercadante, quando ainda estava no Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação, a proposta é criar núcleos de aplicação da tecnologia em sala de aula e não oferecer a todos os alunos.
Resta saber se essa tecnologia será realmente aproveitada nas salas de aula. Até hoje, as tentativas de universalizar laboratórios de informática ou laptops para cada aluno fracassaram. Não há laboratórios com computadores em todas as escolas, muito menos internet para que sejam utilizados. O programa Um computador por aluno chegou a poucos No projeto piloto, 380 escolas foram contempladas com os primeiros 150 mil laptops. Depois, 372 municípios adquiriram mais 375 mil equipamentos.


Fonte IG
Redação: Christiane Albuquerque 

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