Alunos e
professores passem a enxergar a greve e outras mobilizações trabalhistas não
como Coisas escusas e ilegais. Se consultarmos, por exemplo, a Enciclopédia
Barsa, podemos ler que as greves a princípio foram proibidas, mas atualmente o
direito à greve é reconhecido como prerrogativa dos trabalhadores nos países democráticos. Países considerados desenvolvidos
tais como Inglaterra, França e Estados Unidos passaram por greves históricas e
isso foi importante para promover uma relação mais humana entre trabalhadores e
patrões. Esses países ainda contam com um sindicalismo forte e atuante. Acreditamos que no Brasil nada foi e nada nos
será dado, teremos que conquistar a redução das desigualdades através da luta e
do confronto quando necessário.
As greves geralmente envolvem o
empregador, os trabalhadores e usuários de um serviço ou consumidores de um
produto. Todos são prejudicados de alguma forma numa greve, mas a sociedade,
com a ajuda da mídia, tende a culpar somente os grevistas por todos os
problemas. É o que ocorre atualmente na esfera estadual e federal de ensino em
nosso estado.
É verdade que somente greves não são suficientes para
promover o desenvolvimento. Outra condição necessária, embora não suficiente, é
a melhoria das condições da educação pública.
Tem havido muitas greves nas
universidades federais sem que se resolvam os problemas de uma forma mais
duradoura, porém cabem aqui outras indagações: Até que ponto as mobiliza-ções
dos docentes têm evitado que ocorra com a educação superior o mesmo que ocorreu
com os níveis fundamental e médio da educação pública? Por que a maior parte
dos nossos alunos cursam os níveis fundamental e médio em escolas particulares,
mas lutam por uma vaga nas universidades públicas quando vão para o nível superior?
Sendo assim, percebe-se que um dos poucos serviços públicos valorizados pela
sociedade é o ensino das universidades federais. Até quando essa situação vai
se sustentar?
O debate de idéias é o mais efetivo nos ambientes
acadêmicos. Por isso, sugerimos a alunos e professores contrários a favor ou
contrário à greve que escrevam contestando os argumentos expostos acima. No fundo, gostaríamos de ser convencidos de
que as greves são inúteis. Isto nos pouparia de muitos aborrecimentos.
Infelizmente, acreditamos que um enfrentamento adiado só nos atrasa mais ainda
e todos acabam perdendo.

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