segunda-feira, 7 de maio de 2012

Na greve da Educação, quem ganha e quem perde?







Alunos e professores passem a enxergar a greve e outras mobilizações trabalhistas não como Coisas escusas e ilegais. Se consultarmos, por exemplo, a Enciclopédia Barsa, podemos ler que as greves a princípio foram proibidas, mas atualmente o direito à greve é reconhecido como prerrogativa dos trabalhadores  nos países democráticos. Países considerados desenvolvidos tais como Inglaterra, França e Estados Unidos passaram por greves históricas e isso foi importante para promover uma relação mais humana entre trabalhadores e patrões. Esses países ainda contam com um sindicalismo forte e atuante.  Acreditamos que no Brasil nada foi e nada nos será dado, teremos que conquistar a redução das desigualdades através da luta e do confronto quando necessário.
As greves geralmente envolvem o empregador, os trabalhadores e usuários de um serviço ou consumidores de um produto. Todos são prejudicados de alguma forma numa greve, mas a sociedade, com a ajuda da mídia, tende a culpar somente os grevistas por todos os problemas. É o que ocorre atualmente na esfera estadual e federal de ensino em nosso estado.
É verdade que somente greves não são suficientes para promover o desenvolvimento. Outra condição necessária, embora não suficiente, é a melhoria das condições da educação pública.
Tem havido muitas greves nas universidades federais sem que se resolvam os problemas de uma forma mais duradoura, porém cabem aqui outras indagações: Até que ponto as mobiliza-ções dos docentes têm evitado que ocorra com a educação superior o mesmo que ocorreu com os níveis fundamental e médio da educação pública? Por que a maior parte dos nossos alunos cursam os níveis fundamental e médio em escolas particulares, mas lutam por uma vaga nas universidades públicas quando vão para o nível superior? Sendo assim, percebe-se que um dos poucos serviços públicos valorizados pela sociedade é o ensino das universidades federais. Até quando essa situação vai se sustentar?
O debate de idéias é o mais efetivo nos ambientes acadêmicos. Por isso, sugerimos a alunos e professores contrários a favor ou contrário à greve que escrevam contestando os argumentos expostos acima.  No fundo, gostaríamos de ser convencidos de que as greves são inúteis. Isto nos pouparia de muitos aborrecimentos. Infelizmente, acreditamos que um enfrentamento adiado só nos atrasa mais ainda e todos acabam perdendo.

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