terça-feira, 17 de julho de 2012

Universidades federais entram no 3º mês de greve com recorde de adesão


    A greve de professores das universidades e institutos federais completa dois meses nesta terça-feira (17) com a maior adesão já registrada pelo Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes). Até a segunda-feira (16), 57 das 59 universidades estavam paradas, além dos 37 institutos e centros de educação tecnológica, que incluem o Colégio Pedro II. 
        De acordo com a primeira-secretária da entidade, Marina Barbosa, a categoria já esteve paralisada por mais tempo no passado, mas nunca com esse alcance. "É o maior número de adesões tanto de instituições quanto de professores", afirmou.
Os servidores das instituições deflagraram uma greve em 11 de junho, como parte do movimento nacional de paralisação dos servidores federais. Em algumas universidades, estudantes já estavam em greve, como é o caso da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), ou decidiram parar as atividades em apoio aos funcionários das duas categorias. A adesão varia em cada instituição, e algumas, como as federais na Paraíba, já admitem mudanças no calendário acadêmico e a possibilidade de que o ano letivo de 2012 só termine nos primeiros meses de 2013.
      Na Federal do ABC (UFABC), o calendário é dividido em três quadrimestres e, portanto, os estudantes deveriam estar em aulas neste mês. A greve de professores, porém, começou em 5 de junho e paralisou todas as aulas de graduação, apesar de alunos reclamarem que alguns professores estão pedindo listas de presença e de exercícios.
        As últimas instituições a aderirem à greve foram a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), no dia 10 de julho. Apenas a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e a Universidade Federal de Itajubá (Unifei) não tiveram votação em assembleias favorável à paralisação.

Reação dos sindicatos
Na noite de domingo (15), o Comando Nacional de Greve do Andes enviou uma análise técnica e política da proposta do governo aos sindicatos locais ligados à entidade. A indicação do comando é que os docentes rejeitem a proposta e 'radicalizem' as ações de greve.

Nem todos os sindicatos locais, porém, devem seguir a mesma indicação. De acordo com Eduardo Rolim, presidente da Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), que também participou da negociação na sexta, a posição da entidade é que alguns pontos da proposta dialogam com as reivindicações defendidas por ela e que, nos pontos divergentes, ainda há espaço para a negociação.
"Nossa orientação é que esta semana é para intensificar processo de negociação em Brasília, mas cada sindicato tem autonomia para realizar assembleia", afirmou Rolim.
Ele afirmou que 13 universidades e institutos de oito estados têm professores ligados a sindicatos filiados ao Proifes, e que a federação tem ainda o Proifes-Sindicato, com núcleos em instituições em todos os estados do Brasil. De acordo com Rolim, os professores ligados ao Profis só aderiram à greve após a realização de plebiscitos que consultaram milhares de docentes da base sindical.
Reação ao Reuni
Para Marina, do Andes, a bandeira da reestruturação da carreira é antiga. Mas, segundo a professora, que trabalha no curso de serviço social na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e presidiu o sindicato nacional entre 2010 e o dia 21 de junho deste ano, a mobilização se tornou mais intensa depois da implantação do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) do Ministério da Educação.

Entre 2002 e 2010, de acordo com dados do MEC, o número de campi das universidades e institutos pulou de 288 em 234 municípios para 628 campi em 551 cidades. A previsão até 2014 é de criar 255 novos campi --208 deles de institutos federais-- em 247 cidades.
A expansão, segundo Marina, foi feita "de modo irresponsável sem qualidade" e o resultado foi "uma condição insuportável da situação" dentro das instituições. "A força dessa greve é que chegamos num limite dentro das instituições, a carreira desestruturada gerou insatisfação e não foi possível mais segurar uma reação."
Otimismo pelo fim da greve
Amaros Lins, da Secretaria de Educação Superior (Sesu), afirmou, em entrevista ao G1, que os elementos principais da proposta do plano de carreira são a formação docente, a dedicação exclusiva e a avaliação do desempenho. “Quando leio o comunicado do Andes sinto que eles não entenderam bem a proposta. Nem o MEC nem a comunidade acadêmica abrem mão da qualidade na universidade.” Para o secretário, não tem como haver progressão da carreira apenas pelo tempo de atuação nas instituições.

De acordo com o secretário, o objetivo do plano de carreira apresentado na sexta-feira (13) é tornar a carreira mais atraente para novos estudantes e reconhecer o trabalho desenvolvido pelos mais experientes, valorizando o doutorado. "A mensagem é para o professor investir na formação. Queremos dizer: 'vale a pena investir na carreira a longo prazo'."
Lins afirmou que tem recebido retornos positivos de professores e reitores e está "otimista" para que haja uma breve resolução do impasse. "Precisamos retomar as atividades nas universidades e minimizar os prejuízos. Cada universidade fará seu calendário de reposição, mas com tranquilidade. Estamos otimistas."
Lista de instituições federais de ensino em greve em 16 dejulho (Foto: Editoria de Arte/G1)

segunda-feira, 9 de julho de 2012

MEC poderá detectar intervenção na UFPI


MEC PODE DECRETAR INTERVENÇÃO NA UFPI


UFPI - Parnaíba
O Ministério da Educação poderá intervir na Universidade Federal do Piauí (UFPI) e nomear um reitor pro tempore (por tempo determinado), caso não haja eleição para reitor. É que, o mandato do atual reitor Luiz Jr. acaba em 3 de outubro e  o regulamento do MEC para as Universidades Federais diz que a lista tríplice contendo os nomes para apreciação do ministro deve ser entregue 60 dias antes da posse. Sendo assim, no caso do Piauí essa lista deveria ser enviada dia 3 de agosto. Mas como não houve eleição e, considerando o tempo praticamente esgotado para todo esse procedimento, o destino da FUFPI é cair nas  mãos de um interventor de livre escolha do ministro.  A função do reitor pro tempore, além de administrar a instituição com plenos poderes, é realizar o pleito num prazo de 90 a 120 dias.
ENTENDA O CASO
A eleição para reitor da Universidade Federal do Piauí seria 3 de maio. Mas, em  virtude da greve dos professores, um dos candidatos, o professor Kilpatric foi a Justiça e conseguiu suspender o pleito.
NOMEAÇÃO
Após a eleição, diz a regra do MEC que, os três candidatos mais votados formarão a lista tríplice a ser encaminhada ao Ministério da Educação até o dia 3 de agosto, ou seja, 60 dias antes do término do mandato do atual gestor, a fim de que, haja a formação da nova equipe e a consequente transição administrativa.
NÃO É A PRIMEIRA VEZ
Confirmada a intervenção com a nomeação do reitor pro tempore, essa não será a primeira vez. Quando foi fundada em 1971, a FUFPI  foi dirigida por um reitor pro tempo e os cinco outros que lhe sucederam também estiveram na mesma situação.
Por Pedro Alcântara

sábado, 7 de julho de 2012

Governo Federal manda cortar o ponto de servidores federais em greve


A presidente Dilma manda cortar o ponto de servidores federais em greve


O governo vai cortar o ponto dos servidores federais em greve. A Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Planejamento confirmou a expedição da ordem da Secretaria de Relações de Trabalho do ministério a todos os gestores de recursos humanos do governo federal.
O governo disse que as negociações com os servidores não serão interrompidas, pois trabalha com uma data limite de 31 de julho para concluir os estudos sobre a possibilidade de conceder o reajuste salarial, embora considere que o prazo final é 31 de agosto, data final para enviar o projeto do Orçamento para 2013 ao Congresso Nacional. 
Os servidores do Executivo reivindicam, principalmente, equiparação de salário e benefícios com os servidores do Legislativo e Judiciário.